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Como seria uma entrevista fictícia com Elon Musk?

Atualizado: 5 de mai. de 2022





Como seria uma entrevista com Elon Musk, o homem mais rico do planeta, dono de império construído através de uma incansável persistência para cumprir um propósito. Nada melhor para entende-lo do que usar uma das suas melhores qualidades, a imaginação. Vou descrever aqui o que seria uma entrevista com o senhor Musk.



Ao chegar em Hawtthorne, sede da Space-X, observa-se um enorme prédio branco com janelas enormes, sendo que em sua frente há um estacionamento gigante para funcionários. Na sua entrada pode ser ver uma foto da Crew Dragon se acoplando a estação espacial americana. Ao entrar no complexo fica-se impressionado com que é feito ali, foguetes fabricados em uma linha de produção. Nossa conversa foi no coração do galpão, em salas que possuíam grandes janelas de vidro, onde era possível enxergar toda fábrica.



Quando Elon chegou, deixando nos aguardar por alguns minutos do horário marcado, o vi de longe caminhando pela fábrica, e de uma forma curiosa, parava em quase todos os postos de trabalho, questionando e observando o processo em detalhes. Ao entrar, começamos a conversar, sendo que de uma forma clara parecia que aquele tipo de entrevista o incomodava. Alegou que poderia conversar comigo por apenas 20 minutos, que eu fizesse de uma forma que pudesse aproveitar o tempo ao seu máximo. Começando então a entrevista:



Pergunta: Qual a maior lição você tira da sua infância e adolescência em Pretória, na África do Sul?



Musk: Minha infância e adolescência não foram uma época agradável, era um leitor voraz e antissocial, no entanto acredito que tudo que passei contribuiu para moldar o que me tornei hoje. Minhas qualidades, como persistência e visão obstinada tiveram suas sementes ali.



Pergunta: Qual a importância da sua graduação em Física na Universidade da Pensilvânia e Administração na Wharton para você?



Musk: Poso definir que a Física potencializa em mim a vontade de concretizar minha visão e propósito de contribuir com a humanidade. Wharton me possibilitou tornar viáveis metas e objetivos considerados impossíveis, através da perspectiva financeira de cada projeto.



Pergunta: Em 1995 você e seu irmão criaram a Zip 2 e após 4 anos venderam na para uma grande empresa, a Compaq, por 300 milhões de dólares. Você se destaca para o mundo nesse momento. Qual o maior aprendizado você teve nesse processo?



Musk: Aprendi a ser mais empático, como não havia liderado ninguém até então, acredito que não fui muito agradável. Minha ideia era que a Zip 2 vendesse diretamente para os clientes, porém devido às vezes ser bruto, não consegui convencer o conselho e, depois, acabamos achando um bom negócio na companhia. Eu já estava almejando vôos maiores.



Pergunta: Após isso, você entrou de cabeça na X.com. Por que você arriscou quase todo seu dinheiro em um negócio super arriscado?



Musk: Estagiei em bancos, e vi como o setor bancário é meio arcaico, queria dar uma chacoalhada nesses tiranossauros. Em todo projeto que eu construo, eu tenho que ser o primeiro a acreditar e eu sei que se der todo o meu potencial, posso fazer aquilo acontecer, independente de ruídos e mudanças de percursos não previstas.



Pergunta: X.com foi vendida como Paypal para o Ebay em julho de 2002. Vocês criaram um dos primeiros bancos digitais no mundo, sei que no início tiveram um tempo perturbado. Hoje a máfia do Paypal domina o vale do silício, tendo como ex-funcionários o criador do google e youtube. Qual foi o maior problema que enfrentaram ali?



Musk: Acredito que o maior obstáculo foram os órgãos reguladores, não desisti, naquele momento eu já havia me provado e tinha grande confiança que se nos esforçássemos poderíamos trazer uma revolução para aquela indústria. E foi o que aconteceu, percebo que até esse momento não tivemos nada sofisticado quanto isso.



Pergunta: Após essa venda, vemos um Musk mais parecido com o de hoje. O que mudou em você a partir dali?



MUsk: Eu sempre fui um geek, fascinado por ficção científica, e a ideia de defender um propósito maior começou a me perturbar. Tudo que era visto no Vale do Silício não passava de “apps” ou equipamentos eletrônicos para entretenimento. A visão de que a humanidade poderia ser extinta em algum momento, mexeu comigo, e como um aficionado por ficção científica me fiz uma pergunta: Por que não colonizar outros planetas? Agora só mais 2 perguntas, ok?



Pergunta: Space-x, Tesla e Solar City, são empresas que permanecem desde de meados dos anos 2000. Você se transformou de uma controvérsia, ou uma dúvida, para o CEO de Empresas ambientalmente responsáveis que se tornaram lucrativas. Você se tornou o homem mais rico de todo o planeta e dono da empresa automobilística mais valiosa do mundo. Como você define esse processo de quebrar paradigmas?



Musk: Em momentos de caos eu não perco o foco da minha visão, a bolsa de valores ou a economia pode balançar, porém continuo trabalhando. Consigo enxergar minha visão de olhos fechados.



Pergunta: Você agora está adquirindo o Twitter por 44 bilhões de dólares, sendo que já é o maior acionista desde de fevereiro. Por que investir tanto em um negócio dessa escala e valor?



Musk: Sou usuário assíduo do Twitter e estou incomodado a um bom tempo com os robôs de censura da plataforma e de outras redes sociais. Acredito que posso fazer uma disrupção nesse mercado, que pelo meu ver, não mudou nada desde o Orkut.



Chegamos ao fim da nossa entrevista, espero que essa breve entrevista fictícia possa te dar uma noção do que Elon Musk, fez e se tornou. E inegável que ele é controverso, porém não podemos esnobar seus grandes feitos.






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